segunda-feira, 23 de julho de 2007

A incerteza de uma profissão

A necessidade de um comprovante de finalização de curso, ou como é mais conhecido, o diploma, sempre foi fator decisivo para a contratação de profissionais em todas as áreas. E na área de comunicação social não deveria ser diferente. Mas infelizmente no jornalismo essa afirmação é falsa, pois é inevitável que se possa chamar jornalista aquele que não tem os pré-conhecimentos básicos, e uma formação acadêmica preparatória para que no futuro a junção desses conhecimentos adquiridos possa criar profissionais preparados, professores e pesquisadores qualificados.
O diploma em si não representa muita coisa, é apenas um pedaço de papel onde fica provado que determinada pessoa graduou-se com êxito em determinado curso, mas o que ele representa isso sim tem significado, pois não só na sala de aula um aluno aprende, mas o universo da faculdade (e digo faculdade, pois falo apenas pela área de jornalismo) propicia a coleta de informações úteis, para que se forme um profissional competente, e também pessoa completa.
A prática da função jornalística é muito mais do que apenas escrever matérias e fazer reportagens, é acima de tudo o ato de informar e conscientizar a população, ao trazer informações inéditas, reavaliar conceitos e quebrar paradigmas. A desvinculação do jornalismo como área do conhecimento da comunicação apenas demonstra o descompromisso dos órgãos reguladores responsáveis e a falta de decoro com os profissionais da área, não apenas os jornalistas no sentido literal da palavra, mas todos aqueles que se dedicam a educar, ensinar, pesquisar e também os que tentam aprender, pois sem a categoria estudantil o futuro do jornalismo é incerto e nebuloso.
É necessário que a conscientização por parte da categoria jornalística e dos órgãos mediadores relacionados tramite dentro dos conformes sobre a verdadeira função do jornalista como indivíduo e como categoria profissional, para que os formadores de opinião (entenda-se por aquele que leva a informação ao público) tenham sua formação profissional garantida e que tenham os méritos reconhecidos por terem escolhido se graduar nessa profissão tão desgastante, mas tão recompensadora para aqueles que assim a desejam.


Rafael Moraes

Natureza

O dia a dia é cansativo, estressante, enjoativo.
O refúgio do cotidiano é próximo, tranqüilo, prazeroso, natural e belo.
As cachoeiras lavam a alma, o ar que a envolve é puro, a vista deslumbrante.
Neste lugar, todos os problemas somem, a tranqüilidade aparece e o prazer prevalece.
A água cristalina, divindade de Deus, que purifica e refresca.
A natureza ao redor, que traz a vontade de viver mais feliz, vontade de fazer o bem, vontade de permanecer para sempre, apenas com a água, as árvores, a grama, as flores, as borboletas, os pássaros, as pedras, todos os animais e plantas.
O som Apenas da água caindo sobre as pedras, o canto dos pássaros, os galhos e folhas se debatendo com o vento.
Ver o verde, as flores coloridas entre esse tom de cor, o transparente da água, o colorido dos animais.
Sentir a água gelada cair com força sobre o corpo, renovar, sentir os pés sobre as pedras, sobre o barro, sobre as folhas que caíram com o outono.
O cheiro é diferente, o olfato percebe o quanto é bom este lugar. As vias aéreas até parecem que se abrem com força total, é o cheiro da natureza.
Esta que tranqüiliza, transmite paz, equilibra, traz forças e faz viver melhor.
Até a próxima....
Andressa Andreoti

Não Fosse O Cabral

Raul Seixas
Composição: Penniman / Bocage / Collins / Smich / Versão: Raul Seixas

Tudo aqui me falta
A taxa é muito alta
Dane-se quem não gostar

Miséria é supérfluo
O resto é que tá certo
Assovia que é prá disfarçar...

Falta de cultura
Ninguém chega à sua altura
Ó Deus!
Não fosse o Cabral

Por fora é só filó
Dentro é mulambo só
E o Cristo já não guenta mais
Cheira fecaloma
E canta La Paloma
Deixa meu nariz em paz

Falta de cultura
Ninguém chega à sua altura
Ó Deus!
Não fosse o Cabral

E dá-lhe ignorância
Em toda circunstância
Não tenho de que me orgulhar
Nós não temos história
É uma vida sem vitórias
Eu duvido que isso vai mudar...

Falta de cultura
Prá cuspir na estrutura
E que culpa tem Cabral?

A conjuntura econômica do país

“O Brasil voltou a crescer”.
Professor/Doutor Gabriel Ferrato do Santos
Como está a situação da economia no Brasil? Quais as perspectivas e desafios que este terá de enfrentar para melhorar? O Brasil é um país subdesenvolvido mas que tem crédito no exterior, não tem a melhor situação econômica do mundo e nem a pior. Qual é o problema do Brasil? De acordo com o professor e doutor Gabriel Ferrato do Santos da Unicamp que baseia-se em John Maynard Keynes o criador da Macroeconomia, a demanda é o que determina qual será a produção do país, ou seja é a procura que dirá como anda a situação econômica de um determinado lugar. “Como qualquer outro preço, o preço do dinheiro é determinado pelas leis da oferta e da demanda. O nível observado das taxas de juros resultam das forças da oferta e da demanda que equilibram o mercado de fundos emprestáveis. Quando a demanda por fundos excede a oferta, as taxas de juros aumentam; quando a demanda por fundos é menor que a oferta, as taxas de juros caem.” (Riehl, Heinz. Cambio & Mercados Financeiros- As técnicas das operações em moedas local e estrangeiras/Heinz Riehl, Rita M. Rodriguez; tradução Flávio Denny Steffen; revisão técnica Sérgio Alves. – São Paulo: Mc Graw-Hill, 1988, pg. 127) O que provoca os investimentos no país é a importação de outros países, para que gere mais emprego devido a grande demanda. Eis um problema: importar mais do que exportar. Os gastos gerados pelo mundo todo são divididos em bens de consumo, bens de capital e o governo. Os bens de consumo caracterizam-se em durável e não durável, utilizados em geral por famílias como alimento, veículo, etc. Os bens de capital é a matéria prima, o investimento da empresa, o que serve para produzir e o governo seria o que compra da economia. . A questão do crediário e o financiamento é um modo de consumo que também aumenta a demanda pela compra ser facilitada. È possível afirmar que a demanda é diferente do consumo, quem explica o crescimento é a demanda. A demanda gera ofertas, pois se o valor for alto esta cairá, se for baixo ou facilitado esta aumentará, explicando assim o crescimento e um maior número de empregos. O consumo não explica o crescimento devido ao fato deste ter limite, o quanto se pode gastar sem interferir nos gastos para sobreviver como alimentação, moradia, entre outros. O limite do governo é a inflação. Os juros poderão implicar até que ponto? Os títulos públicos federais são como empréstimos, estes são emitidos pelo governo, o qual já está em dívida, não tem pago as mesmas e nem previsão , desta maneira não atrai clientes. Para o economista Keine a taxa de juros representa um limite ao investimento produtivo. No Brasil foi solucionado o problema da inflação e da balança de pagamento, não ´é mais necessário capital estrangeiro, mas este país continuará sendo subdsenvolvido devido a desigualdade social, a falta de educação de qualidade e inovação em tecnologia. A taxa de juros caiu porque o saldo não é mais negativo, as importações aumentaram mas a remuneração baixa continua. As perspectivas são muitas, mudar estes setores para melhor é um desafio do país.
Andressa Andreoti Januário

Dica de leitura...

Olá galera....
Bom o post de hoje não é nenhuma notícia, nem informação, é uma dica de leitura que vale a pena. Este é um livro de auto-ajuda, que mostra como fazer mudanças com você mesmo.

Alguma vez você já disse ou pensou consigo mesmo: “Estou decepcionado comigo; achei que poderia fazer isso, mas acabei estragando tudo”, ou “eu sou o meu pior inimigo, vivo me sabotando”, ou ainda “gostaria de ouvir uma crítica sem me irritar?” Se você já travou essa batalha interior, saiba que ela pode ser evitada. Em Transforme-se em Quem Você Quer Ser, Sete Andréas, renomado psicólogo e autor americano, um dos precursores da programação neurolingüística, revela que é possível fortalecer o autoconceito e a auto-estima. O caminho é reforçar as qualidade que lhe agradam e mudar as que lhe desagradam. Mas atenção: a mudança tem que acontecer de dentro para fora. O psicólogo ensina habilidades para tornar o autoconceito mais forte, mais maleável e mais condizente com os valores e objetivo. O primeiro passo é conhecer a si próprio. Em seguida, é preciso identificar o que se quer mudar. O passo seguinte é promover a mudança. “A aprendizagem dessas habilidades evita as desagradáveis armadilhas e conseqüências de um autoconceito ruim e permite que você melhore continuamente a sua vida à medida que reage aos eventos que se apresentam”. Andréas faz uma meticulosa investigação sobre a essência do ser e a formação de uma identidade própria, apresentando conhecimentos gerais sobre autoconceito, valores e auto-estima. De forma organizada, o leitor conhece as razões para o extraordinário poder daquilo que pensamos de nós mesmos e importantes critérios sobre como um autoconceito saudável influencia no tipo de pessoa que se quer ser. Por meio de exercícios, o psicólogo orienta como promover pequenas mudanças no autoconceito. “Você aprenderá a transformar uma qualidade da qual não gosta em uma que goste e que expresse aquilo que você realmente quer na vida”.

Até a próxima....

Carolina de Cássia

Era uma vez...

Ou,como a música ensina história

Tudo teve início no final do século XVIII, quando as cidades brasileiras estavam em pleno desenvolvimento e cresciam demograficamente. Era possível distinguir os ritmos que compunham a trilha sonora das regiões metropolitanas daquela época, o indu e a modinha, que não tardaram a se juntar e criar o chorinho, que deriva do indu, de descendência africana e a modinha, nitidamente de origem portuguesa. Dentro desse cenário surge no princípio do século XX o samba, um ritmo verdadeiramente brasileiro, dos batuques que ressonavam dos morros do Rio de Janeiro às rodas de capoeira e de pagode, que homenageavam os orixás. Seguido de todo o estardalhaço que foram as décadas de ouro no rádio brasileiro, entre os anos de 1920 e 1930, décadas que popularizaram os ritmos da musical nacional e criaram personalidades fantásticas como Dorival Caymmi e Noel Rosa. E o crescimento da cultura musical no Brasil não parou por ai. Foi quando em 1940 o surgimento de Luiz Gonzaga, o rei do baião e Jackson do Pandeiro trouxe a tona um novo ritmo popular, que fugia do eixo cultural Rio-São Paulo, ao falar da vida dura no sertão nordestino. Chega-se assim a metade do século XX, na década de 1950, com novo fôlego e um novo movimento musical, caracterizado como um estilo mais suave e sofisticado, movimento esse que recebeu o nome de bossa nova, e que conta com o talento de João Gilberto e Tom Jobim, de aptidão soberba, como seus principais representantes. Após o surgimento da bossa nova como nova ordem musical, a televisão começa a ganhar espaço dentro do território nacional, na década de 1960, e devido a essa nova forma de comunicação posta a disposição da população, são criados programas televisivos, dentre os quais o principal representante dentro do cenário musical fica conhecido como Festival da Música Popular Brasileira, que contou com a presença de figuras ilustres, como Elis Regina, Chico Buarque de Holanda e Milton Nascimento, estrelas que abriram caminho para os representantes de um estilo musical que produziu artistas pôr excelência. No mesmo período surge outro estímulo sonoro, o tropicalismo, que foi perpetuado por artistas como Gilberto Gil e Caetano Veloso que além de participar dos Festivais trouxeram para o público o início de uma nova era musical. Artistas esses que utilizavam sua música como forma de protesto contra a ditadura que havia sido instaurada no Brasil em 1964. Nesse período é possível identificar outro movimento cultural, que não tinha a mesma conotação política, mas que mesmo assim consegui arrebatar muitos seguidores, a Jovem Guarda como ficou conhecida, que na verdade vinha de influencias estadunidenses e que dispunha de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléia como celebridades com fama de bad boys, nos mesmos moldes dos velhos amigos do norte. Mesmo quando o ambiente encontrado no país não era dos mais favoráveis, a década de 1970 foi capaz de deixar transparecer uma infinidade de talentos ímpares, Belchior, Fagner, Elba Ramalho entre muitos outros, que já não representavam apenas um estilo musical, mas que fundiam todos já existem e criavam e recriavam novos estilos e novas fontes de inspiração. A influencia do Rock’n’Roll advinda em sua maioria dos países de língua inglesa teve presença definitiva na música que seria escrita, tocada e reproduzida dentro de todo país. Também é imprescindível citar outro marco do início das décadas de 1980 e 1990 como o Punk e a New Age que em conjunto com o Rock tratavam de temas mais urbanos e sociais que transpareciam a juventude daquele momento histórico, período esse que conta com nomes como Paralamas do Sucesso, Raul Seixas, Titãs, RPM e muitas outras bandas e artistas que tiveram papel decisivo na forma de fazer música nessa época. Outros movimentos musicais também tiveram início nessas últimas décadas do século XX, o Sertanejo ou Country, assim como grupos de Rock com apelo para o público adolescente e o Rap como forma de protesto que vem da periferia. A música sempre esteve presente na história brasileira e seus personagens tem a presença garantida neste contexto, o leque de opções encontrados no Brasil como forma de representação artística que utiliza o som como forma de proliferação é extremamente rico e diversificado, agrada todos os públicos e todos os críticos e transpõe o ouvinte a um novo, ou velho pedaço do tempo, ao recriar cenas, relembrar ocasiões e com certeza não deixar que a evolução de uma nação seja descrita apenas em palavras escritas.


Rafael Moraes

A boa música popular brasileira

Diziam que os acordes eram desafinados, mas eram o colorido da música”. (Jornalista Luiz Antônio de Souza se referindo à Bossa Nova). O jornalista e apreciador da música popular brasileira Luiz Antônio de Souza se apresentou em uma coletiva na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) no dia 23 de junho para os alunos do quinto semestre do curso de jornalismo, na qual foi elaborada uma breve história da MPB. Luiz Antônio divide a MPB em três etapas distintas e significativas, anos 20 e 30, anos 50 e 60. Para o jornalista a música popular brasileira é um ritmo o qual deve ser dançado, cantarolado, uma música para gostar de ouvir. A revolução deste estilo de música aconteceu por volta dos anos 50, surge a Bossa Nova a qual é considerada por muitos um ritmo de desafinados acordes, este passa a ser aceito e reconhecido com músicas de João Gilberto e Tom Jobim. Após o complemento da bossa nova, surge o momento vanguardista no qual é destacado os sons de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Elis Regina entre outros. No ano de 65, após ditadura de 64, acontece o primeiro festival de música brasileira com grandes cantores e compositores como, Chico Buarque de Olanda, Caetano Veloso, Gal Costa, Geraldo Vandré. Neste novo momento da MPB, surge uma visão mais crítica dos que cantam. Com o tropicalismo as críticas são nítidas nas letras das músicas, um movimento social acontece e os ilustres Caetano Veloso e Chico Buarque de Olanda são “convidados” a se retirarem do país por protestos em suas canções. Nos dias de hoje, a MPB permanece, novos cantores surgem como o grande Zeca Balero, mas as boas composições de Chico Buarque, Caetano Veloso, Djavan e Elis Regina, nunca deixou de serem ouvidas e cantaroladas.
Roda Viva – Chico Buarque
(...) A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Até Mais!

Andressa Andreoti

 
Layout by Natalia Gregolin