Diziam que os acordes eram desafinados, mas eram o colorido da música”. (Jornalista Luiz Antônio de Souza se referindo à Bossa Nova). O jornalista e apreciador da música popular brasileira Luiz Antônio de Souza se apresentou em uma coletiva na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) no dia 23 de junho para os alunos do quinto semestre do curso de jornalismo, na qual foi elaborada uma breve história da MPB. Luiz Antônio divide a MPB em três etapas distintas e significativas, anos 20 e 30, anos 50 e 60. Para o jornalista a música popular brasileira é um ritmo o qual deve ser dançado, cantarolado, uma música para gostar de ouvir. A revolução deste estilo de música aconteceu por volta dos anos 50, surge a Bossa Nova a qual é considerada por muitos um ritmo de desafinados acordes, este passa a ser aceito e reconhecido com músicas de João Gilberto e Tom Jobim. Após o complemento da bossa nova, surge o momento vanguardista no qual é destacado os sons de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Elis Regina entre outros. No ano de 65, após ditadura de 64, acontece o primeiro festival de música brasileira com grandes cantores e compositores como, Chico Buarque de Olanda, Caetano Veloso, Gal Costa, Geraldo Vandré. Neste novo momento da MPB, surge uma visão mais crítica dos que cantam. Com o tropicalismo as críticas são nítidas nas letras das músicas, um movimento social acontece e os ilustres Caetano Veloso e Chico Buarque de Olanda são “convidados” a se retirarem do país por protestos em suas canções. Nos dias de hoje, a MPB permanece, novos cantores surgem como o grande Zeca Balero, mas as boas composições de Chico Buarque, Caetano Veloso, Djavan e Elis Regina, nunca deixou de serem ouvidas e cantaroladas.
Roda Viva – Chico Buarque
(...) A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Até Mais!
Andressa Andreoti
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