segunda-feira, 23 de julho de 2007

Falta de segurança aflige moradores da zona rural

Pesquisa revela que 40% da população destaca a segurança pública como o principal item de insatisfação O excesso de violência e assaltos nas regiões mais periféricas da cidade de Piracicaba, é um dos principais problemas da área de segurança pública no município. ”A câmara fez uma pesquisa junto à sociedade, e o item que mais traz insatisfação é a falta de segurança pública. Praticamente 40% da população respondeu que a falta de segurança é o fator mais alarmante na cidade, e isso não deve ser diferente nos outros municípios”, disse o vereador José Pedro Leite da Silva. Morador do distrito de Tanquinho, zona rural de Piracicaba, o vereador tem como principal proposta, a de artificiar um movimento para tentar erradicar esse problema. [...]”Bairros rurais como Tanquinho, Artêmis, Tupi, Santana, Santa Olímpia, Anhumas, enfim, bairros que estão em nossa malha urbana, num raio em torno de 20, 30 km, não há um posto policial. Quando acontece um fato como esse, o que ocorre? Liga-se para polícia e ela leva meia hora para chegar ao local. E nesse meio tempo o ladrão já fugiu”, afirma Silva que convive com esse tipo de situação. Ao ser questionado sobre a instalação de novos dispositivos contra a violência e contra a criminalidade, como as câmeras moveis speed dome (big brothers) entre outros dispositivos, o vereador disse que: “Tenho alertado inclusive que assim que você implanta o Big Brother, implanta a câmera de segurança, o que vai acontecer? É uma ação que vai diminuir com a marginalidade? Não. Simplesmente ela vai migrar; ela vai deixar de atuar onde ela está e (havendo uma filmagem, a presença de uma segurança) ela vai para bairros da zona rural, ou seja, para os bairros mais distantes.”, onde reafirma as suspeitas sobre o aumento da criminalidade nessas regiões. No dia 15 de dezembro de 2006, foi assinado um contrato de ordem para a instalação desses sistemas de monitoramento na região central e nos terminais de ônibus do município, e que já funcionam atualmente. Como Silva mesmo disse, apenas retira o problema de um lugar e o transporta para outro. “Aqui no centro a situação melhorou, mas quando você vai para outras partes da cidade, como o bairro São Dimas, onde eu moro dá para perceber que lá a situação é a mesma, se é que não piorou.” Desabafou Paulo Artinis (32).
Rafael Moraes

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