A necessidade de um comprovante de finalização de curso, ou como é mais conhecido, o diploma, sempre foi fator decisivo para a contratação de profissionais em todas as áreas. E na área de comunicação social não deveria ser diferente. Mas infelizmente no jornalismo essa afirmação é falsa, pois é inevitável que se possa chamar jornalista aquele que não tem os pré-conhecimentos básicos, e uma formação acadêmica preparatória para que no futuro a junção desses conhecimentos adquiridos possa criar profissionais preparados, professores e pesquisadores qualificados.
O diploma em si não representa muita coisa, é apenas um pedaço de papel onde fica provado que determinada pessoa graduou-se com êxito em determinado curso, mas o que ele representa isso sim tem significado, pois não só na sala de aula um aluno aprende, mas o universo da faculdade (e digo faculdade, pois falo apenas pela área de jornalismo) propicia a coleta de informações úteis, para que se forme um profissional competente, e também pessoa completa.
A prática da função jornalística é muito mais do que apenas escrever matérias e fazer reportagens, é acima de tudo o ato de informar e conscientizar a população, ao trazer informações inéditas, reavaliar conceitos e quebrar paradigmas. A desvinculação do jornalismo como área do conhecimento da comunicação apenas demonstra o descompromisso dos órgãos reguladores responsáveis e a falta de decoro com os profissionais da área, não apenas os jornalistas no sentido literal da palavra, mas todos aqueles que se dedicam a educar, ensinar, pesquisar e também os que tentam aprender, pois sem a categoria estudantil o futuro do jornalismo é incerto e nebuloso.
É necessário que a conscientização por parte da categoria jornalística e dos órgãos mediadores relacionados tramite dentro dos conformes sobre a verdadeira função do jornalista como indivíduo e como categoria profissional, para que os formadores de opinião (entenda-se por aquele que leva a informação ao público) tenham sua formação profissional garantida e que tenham os méritos reconhecidos por terem escolhido se graduar nessa profissão tão desgastante, mas tão recompensadora para aqueles que assim a desejam.
Rafael Moraes
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