
Nesse domingo, dia 10, acontece em São Paulo a Parada do Orgulho GLBT, mas alguns problemas já estão sendo expostos. Serão distribuídos 1 milhão de preservativos e 200 mil cartilhas com informações do projeto "Não se Cale", para orientar pessoas vítimas de preconceito. Mas tal cartilha foi proibida pelo Estado devido a seu conteúdo.
Dicas de como se devem usar drogas estão explicitas na cartilha, que tem apoio do Governo e do Estado, que foram encarregados da sua impressão. Mas a má formulação das frases deixa a entender que o texto incentiva o uso de entorpecentes.
Frases como, "Para cheirar, prefira um canudo individual a notas de dinheiro", diz o material, que também traz dicas sobre outras drogas: "Faça uma piteira de papel se for rolar um baseado"; "Compartilhe a droga, nunca o material a ser usado".
Também estão impressos na cartilha logotipos dos programas contra DST/Aids do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo, do Ministério do Turismo e da Embratur. Entretanto, segundo as respectivas assessorias de imprensa, os órgãos não tiveram participação na elaboração do material.
O material elaborado pela organização da Parada Gay é criticado pelo delegado Wuppslander Ferreira Neto, do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos), que diz que investigará o evento para checar se existe facilitação ou omissão ao tráfico de drogas.
Giovana Pavan
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